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Fiscal apresenta detalhes que encareceram a obra do Rio Limpo

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Noticias - Cidades

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Na última edição o jornal A Cidade informou que as obras do Programa Rio Limpo custarão mais R$4 milhões aos cofres municipais. Na matéria, o fisca

l da obra, Luiz Augusto Rego esclarece as dúvidas e explica os problemas encontrados na obra. 

Tais problemas são mudanças que tiveram de ser feitas na obra diante as muitas dificuldades como solo arenoso, rochas e material de aterro encontradas nos locais onde os trabalhos foram realizados e que não estavam explicitados no projeto inicial, feito em 2003, durante o mandato do ex-prefeito Juarez Carvalho. Estas dificuldades fizeram com que se gastasse muito com escoramento metálico, com recomposição e compactação de solo, transporte de material inservível, entre outros e, por isso, para terminar a obra a Prefeitura terá de financiar mais R$4 milhões junto à Caixa Econômica Federal. 

O Projeto de Lei 499/12 que autoriza tal financiamento foi entregue ao Legislativo no final de janeiro, em caráter de urgência. Os vereadores foram convocados para uma reunião extraordinária no dia 30 de janeiro, para analisar e votar o projeto. Porém, ao final dos trabalhos naquele dia, o projeto não foi à votação. 

Na reunião da Câmara Municipal da última segunda-feira, dia 13, o projeto, novamente não foi a votação. Alguns vereadores questionam a apresentação de uma planilha de custos e um projeto bem elaborado para que o Projeto de Lei seja votado. Além disso, faltavam os pareceres da Comissão de Serviços Públicos e dos vereadores Mauro César e Eugênio Vilela. Vale ressaltar que de acordo com o regimento interno da Câmara, as comissões têm 45 dias, a partir do dia em que o projeto entrou em tramitação na Câmara, para dar os pareceres. E, sem os pareceres, os projetos não podem ser votados. Além disso, os documentos devem devem ser entregues à Caixa até o dia 15 de março, caso essa data seja estrapolada, não será possível conseguir o financiamento desejado, pois a Caixa Econômica Federal exige 30 dias para estudo e aprovação do projeto de financiamento. Por se tratar de ano eleitoral, a Prefeitura só pode contratar financiamentos até a data máxima de 15 de abril. 

Luiz Augusto contou que chegou-se ao valor de R$4 milhões devido à experiência do projeto até o momento. “Este valor está baseado no que vimos até agora e pela estimativa de custos de outras obras semelhantes nos repassada pela Caixa Econômica Federal. O valor pode ser mais ou menos R$4 milhões e estamos trabalhando para que seja menor”, disse. 

Ainda de acordo com o fiscal da obra, a planilha de custos que a Câmara Municipal está cobrando está sendo elaborada. “O que está atrasando a confecção dessa planilha é o fato de que para obtermos os valores finais da obra, bem perto da realidade, são necessários vários projetos complementares que não foram feitos anteriormente, junto ao primeiro projeto, e ainda estão sendo produzidos”. Luis Augusto destacou que, dentre os projetos complementares, o de suma importância é o que destaca o projeto dos interceptores de menor volume de água, ou seja, dos córregos Matadouro, Engenho de Serra, Bela Vista, Água Vermelha e Romualdo. 

Confira no link Saae os relatórios feito pelo fiscal da obra, Luiz Augusto Rego, sobre os problemas encontrados.

Fonte:Prefeitura de Formiga

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